sexta-feira, 21 de abril de 2017

Comparativo de memória DDR4: Hyperx Fury, Savage e Predator (Games e Benchmarks)

Nesse comparativo vamos abordar dois cenários diferentes, o primeiro vai ser focado em Games, onde optamos por fazer os testes com as memórias em suas frequências originais de fábrica, mostrando o que se pode esperar da performance de cada modelo.

O segundo cenário vai ser voltado ao Overclock, digamos, mais "Hardcore", onde nós não precisamos do máximo de estabilidade, mas sim completar os Benchmarks sem erros, e com uma boa eficiência. Aqui nós também não nos preocupamos muito com voltagens e tempo de vida útil de um componente (se você é uma pessoa que leva o Overclock competitivo a sério, também deve pensar da mesma maneira que eu, ou estou enganado?)


Antes de qualquer teste vamos a algumas imagens da Fury, Savage e Predator. Também vamos aproveitar para ver qual o chip que está por de baixo de cada um dos dissipadores, já que isso pode influenciar muito no potencial de Overclock.


Galeria de Fotos











Micron D9TTGG, Hynix AFR e Hynix MFR
Os chips utilizados nesses modelos em especifico de Fury, Savage e Predator são; Micron D9TGG, Hynix AFR e Hynix MFR respectivamente. Logo mais vamos ver o que cada um pode fazer no quesito Overclock, mas primeiro vamos ver a nossa plataforma de testes e aos resultados em games.


A plataforma de testes que utilizaremos para esse comparativo é composta por:

Processador: Intel Core I3 6100
Placa mãe: Asrock Z170M OC Formula
Placa de vídeo: GTX 960 EXOC White 2Gb com Overclock GPU@1530Mhz e MEM@8000Mhz
Alimentação: EVGA 750W BQ
Armazenamento: SSD Hyperx 3K 120gb (sistema) + HDD Seagate 2TB (jogos)
Refrigeração: Corsair H60 mod.2013
Sistema operacional: Windows 10 x64, Driver de vídeo Nvidia ForceWare  378.92

Memória Hyperx Fury HX424C15FB/4
Memória Hyperx Savage HX428C14SB2K2/16
Memória Hyperx Predator HX433C16PB3K2/16



Resultados em Games

Os Games escolhidos para esse comparativo foram: Battlefield 1, Counter Strike Source, Counter Strike Global Offensive, GTA V, Tomb Raider 2013 e Rise Of Tomb Raider.
Para monitorar os Fps Utilizamos o Fraps, gerando um arquivo, que depois pode ser transformado em gráfico contendo a média de Fps, tempo em que cada quadro levou para ser gerado na tela, bem como a média de 1% Low e 0,1% Low, basicamente essas duas últimas medias servem para registar as menores taxas de Fps durante o game, com isso é possível saber se o Fps caiu uma única vez, ou se manteve aquela taxa durante algum tempo. Um canal que já usa essa métrica a um bom tempo é o PcFacts, recomendo dar uma passada por lá, e dar uma olhada em seu conteúdo.



Quanto maior, melhor.
No Battlefield 1 optamos por escolher a missão Avanti savoia, pois é uma parte da campanha bem pesada, onde é possível manter uma constância nos testes, sem ter muitas discrepâncias entre um teste e outro. Os ganhos ficaram por volta dos 5 Fps (13%) em 01% Low, quando utilizamos a Predator em comparação com a Fury.


Quanto maior, melhor.
Para o Counter-strike Source optamos por utilizar o seu benchmark interno, para conseguir extrair resultados o mais preciso possível. Aqui o ganho foi bem modesto, 12 Fps (6%), quando utilizamos a Predator em comparação com a Fury, e o ganho só ocorreu em 0,1% Low e 1% Low, na média geral os Fps foram os mesmos. Estranhamente a Savage foi a que obteve a pior taxa de Fps em 1% Low.


Quanto maior, melhor.
Para o Counter-Strike Global Offensive utilizamos o mapa com nome de "FPS Benchmark", esse mapa tem dois momentos em que faz qualquer sistema ficar de joelhos, se você joga Counter-Strike Global Offensive, recomendamos que baixem o mapa e veja o seu sistema chorando para manter 60fps. Aqui, novamente o ganho em usar memórias com frequência mais alta foram mínimos, na média total o ganho foi de 9 Fps (5%), quando utilizamos a Predator em comparação com a Fury. Em 1% Low e 0,1% Low o ganho foi de somente 1 Fps (3%).


Quanto maior, melhor.
Ao rodar os testes em nosso sistema, ficou nítido que o i3 6100 não segurou a barra no GTA V, em muitos momentos, atingindo 100% de utilização em todos os núcleos, derrubando a utilização da Gpu abaixo dos 70% e consequentemente, os Fps também (o famoso gargalo). Excluindo o fato do Cpu estar gargalando o sistema nesse game, utilizar memorias com frequências mais altas teve um impacto positivo aqui, chegando a um ganho de 5 Fps em 0,1% Low (14%), quando utilizada a Predator em comparação com a Fury. Em 1% Low e na média total, os ganhos ficaram por volta dos 3 a 4 Fps (7%).


Quanto maior, melhor.
Tomb Raide, game de 2013, foi outro dos games escolhido que não tivemos grandes ganhos, em 0,1% Low o ganho foi de somente 3Fps (3%), utilizando a Predator em comparação com a Fury. Em 1% Low os Fps se mantiveram idênticos. Na média total a Predator chegou a perder 1 Fps em comparação com a Fury.


Quanto maior, melhor.
No benchmark interno de Rise Of The Tomb Raider, novamente o i3 6100 trabalhou bem próximo dos 100% em todos os seus núcleos, mas diferente do GTA V, não derrubou o uso da Gpu, que se manteve a todo tempo em 99% de uso. Aqui o ganho chegou a 5 Fps em 0,1% Low (15%), quando colocamos a Predator em comparação com a Fury. Em 1% Low, e na média total, o ganho foi de somente 2 Fps, (4%).


Como vimos nos testes, Frequência de memória em jogos, ainda tem impacto mínimo na performance em alguns jogos. Já em outros, os ganhos ficam mais interessantes, como no caso do Battlefield 1, GTA V e Rise Of The Tomb Raider.






Mas afinal, então, frequência mais alta em memória não vale a pena?

A resposta é meio complicada, mas vamos mostrar um cenário onde nós precisamos do máximo de performance, mesmo que isso signifique gastar uma boa quantia a mais, estamos falando do Overclock competitivo.

Nos últimos anos cada vez mais pessoas tem se interessado pelo Overclock, o hwbot (liga mundial de overclock) constantemente faz competições que abrangem desde pessoas que estão começando, até os mais experientes no mundo Overclock, fabricantes também tem investido pesado nesse nicho do mercado. Mas vamos ao que interessa, logo abaixo.




Resultados em Benchmarks

Nessa segunda parte do nosso comparativo, rodamos os testes na frequência padrão de cada memória e com o máximo de Overclock que conseguimos extrair, sem se preocupar com a estabilidade para uso diário.

Porque não nos preocupamos com estabilidade no Overclock aqui?

Simples, quando vamos rodar um benchmark para participar de uma competição ou ranking no hwbot, não vamos ficar verificando se o sistema está 100% estável, e sim tentar completar o teste com o menor tempo possível, mesmo que para isso utilizemos voltagens muito mais altas que as de fábrica.

Vamos ver abaixo qual as frequências e voltagem que utilizamos:

Fury 2400Mhz           CL 15-15-15-35-2T            1.2V      (stock)
Fury 3333Mhz           CL 15-17-17-35-1T            1.4V      (Overclock)
Savage 2800Mhz       CL 14-16-16-39-2T            1.35V    (stock)
Savage 3600Mhz       CL 13-18-18-36-1T            1.8V      (Overclock)
Predator 3333Mhz     CL 16-18-18-36-2T            1.35V    (stock)
Predator 3733Mhz     CL 16-18-18-36 1T            1.48V    (Overclock)

As cores diferentes na voltagem são o que tomamos como Seguras, Toleráveis e Altas, para serem usadas com refrigeração a Ar. Lembrando que cada chip reage de forma diferente a voltagens, como no caso do Micron D9TGG e Hynix MFR, em nossos testes mostraram mais estabilidade usando por volta de 1.45V a 1.5V, já o Hynix AFR Rodou bem com algo próximo dos 1.8V, acima disso não tivemos ganhos.


Os benchmarks escolhidos para esse comparativo foram: Aida64, Cinebench 11.5, Cinebench R15, Intel XTU, Super Pi 1M, Super Pi 32M e Winrar X64


Quanto maior, melhor.
Aida64 já é bem conhecido em nossos reviews de memórias, qualquer alteração na frequência ou timings surte efeito direto no resultado. Acompanhando o gráfico, vemos que o ganho em leitura, escrita e cópia é bem proporcional ao aumento de frequência. Lembramos que o Overclock que foi feito aqui, não está estável para usar diariamente, como já falamos mais acima.


Quanto maior, melhor.
Como é possível ver no gráfico, no Cinebench 11.5 o ganho de performance em usar memórias com frequências mais altas é muito pequeno, mas essa diferença mínima, pode custar algumas posições em uma competição no hwbot por exemplo.


Quanto maior, melhor.

Aqui novamente vemos o mesmo caso do Cinebench 11.5, ganhos pequenos, mas significativos para um Overclocker. Um fato que me intrigou foi o desempenho da Fury em overclock, que chegou a ganhar da Predator, tanto Stock, quanto em overclock. Dentre esses três modelos, a que conseguiu o melhor resultado foi a Savage em overclock, provavelmente por estar com os timings mais apertados entre as trés.


Quanto maior, melhor.
Intel Extreme Tuning utility (XTU) como podemos ver é extremamente dependente de clock alto aliado a timings apertados, novamente aqui a memória que obteve o melhor resultado foi a Savage em overclock. Curiosamente a Fury em overclock, mesmo estando com os timings mais apertados que a Predator não conseguiu bater o resultado dela em frequência stock, e nem mesmo o da Savage também em stock.


Quanto menor, melhor.
Há o Super Pi 1M, um dos meus benchmarks favoritos, simples, rápido e roda até em uma "batata". Voltando ao lado serio da coisa, o resultado no Super Pi é exibido em segundos e milissegundos, quanto menor o tempo, melhor o resultado. Aqui o melhor resultado ficou por conta da Predator em overclock seguida da Savage em overclock e da Fury em overclock.


Quanto menor, melhor.
Confesso que não sou muito fã do Super Pi 32M, até gosto de rodar ele, mas é um benchmark que demanda muito tempo fazendo ajuste no Windows e tweaks, o pior é quando está quase terminando o teste e, acontece um erro de memória. Analisando o gráfico a Predator em overclock ganho novamente aqui, seguida pela Savage em overclock e pela Fury em overclock.


Quanto maior, melhor.
Quem nunca usou o Winrar pelo menos uma vez na vida? Algumas pessoas que usam diariamente e nunca nem imaginaram que ele tem um benchmark interno. No Winrar, o desempenho da memória tem um grande impacto na performance, reparem que aqui a Savage em overclock ganhou até da Predator em overclock, não basta somente a memória ter frequência alta, também tem que ter timings apetados, um equilíbrio entre as duas coisas.


Conclusão 

Como pudemos ver, Memórias com Frequências maiores tiveram bons ganhos em alguns games, já em outros, os ganhos foram bem pequenos.
Agora se vale a pena ou não investir em memórias com frequências mais altas, isso é relativo a cada pessoa, na nossa opinião, se for somente para games, é mais interessante investir em um Processador e Gpu mais poderosos e depois pensar em frequência de memória.

Agora para pessoas que querem entrar no mundo do Overclock (Hwbot e afins), nossa opinião é que vale a pena investir um pouco em Frequências mais altas, não deixando de analisar o fato do chip utilizado na memória, mas também não precisamos gastar uma fortuna em ganhos ínfimos, cabe a cada um analisar aquilo que é melhor para si mesmo.






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